Dicas.

Qual a explicação para a perda de rendimento ao final de uma prova?

Especialistas alertam para a falta de preparo físico e psicológico

 

Uma dor começa a incomodar, a velocidade já não é mais a mesma, os pensamentos ruins começam a surgir e, tanto o corpo quanto a mente dão sinais de que algo não está bom. Tentar dar o máximo em uma prova e, mesmo assim, “quebrar” no final é algo que pode acontecer com qualquer competidor.

No limite
Segundo o fisiologista da equipe de Sport Check-Up do HCor - Hospital do Coração, Diego Leite de Barros, um fator que resulta na quebra é o praticante da corrida não respeitar o que foi feito no treinamento e querer ir além do que aguenta. “O atleta vai impor uma velocidade acima do que o organismo dele está preparado e vai entrar em fadiga por não suportar esse ritmo”, explica.

O competidor deve saber dosar o ritmo de prova. Foto: Lars Zahner/ Fotolia

Deu sede
A ingestão de líquidos, principalmente de água, é fundamental para que o esportista mantenha um bom desempenho, enquanto a falta dela também interfere no rendimento. “Um quadro de desidratação pode levar a fadiga e fazer com que o atleta não consiga terminar a prova”, alerta o fisiologista.

Alimentação
Além de uma DIETA BALANCEADA, o organismo precisa compensar a perda de energia durante a atividade física e sem o suplemento alimentar o atleta não consegue fazer a reposição adequada. “A falta de suplementação acaba com o estoque principalmente do glicogênio muscular”, enfatiza Diego.

Mente sã
De acordo com a psicóloga Camila de Freitas Teodoro, a relação com a família e com a equipe está diretamente ligada ao desempenho do competidor. “É necessário que este atleta sinta-se confiante por meio desta base que pode lhe fornecer suporte psicológico, através de motivação, segurança, aceitação e autoconfiança”, explica.

Uma relação ruim entre atleta e treinador prejudica o desempenho. Foto: WavebreakMediaMicro/ Fotolia

Pensando no futuro
Mesmo que o atleta não tenha alcançado o resultado esperado na competição, o que deve ser levado em conta é o aprendizado para as próximas provas. E uma dica é treinar o psicológico para lidar melhor com essa situação e não deixar que nada atrapalhe o resultado desejado.

“A preparação psicológica deve ser realizada em longo prazo, com o treinamento de habilidades psicológicas como equilíbrio emocional, concentração, atenção, tolerância à frustração, desempenho sob pressão e disciplina”, finaliza a psicóloga.

Corra com Segurança.

 

NESTA época do ano, o calendário de provas míngua, os locais de treinamento ficam esvaziados. É tempo de férias, de viagens. Mas não de descanso. Nada de 100% off. O ideal é manter um ritmo adequado para não perder o condicionamento. Nesta época, longe de casa e de seus tradicionais trajetos, muitos atletas se atrevem por percursos e lugares desconhecidos. E para não correr riscos desnecessários, que podem ameaçar sua integridade física, separamos 5 sugestões de precauções que você deve tomar antes de se aventurar por trilhas e ruas nunca “dantes percorridas”.

1. Seja consciente

Se você não está familiarizado com o ambiente, redobre a atenção. Cuidado para não se empolgar com um cenário deslumbrante por praias ou montanhas, ou com as largas e coloridas avenidas de uma grande metrópole mundo afora. Estradinhas aparentemente pacatas podem virar vias de transporte de carga numa próxima curva. Aproveite a paisagem, sem perder o foco da sua segurança pessoal.

2. Leve companhia

Tente convencer sua companhia de viagem a treinar com você. Caso você esteja sem companhia, informe-se sobre locais onde as pessoas costumam correr na cidade ou região. Faça amigos, enturme-se com os corredores locais. A linguagem da corrida é universal. Nas principais capitais mundiais é possível contar com os serviços do www.gorunningtours.com, site que reúne corredores que, além de acompanhar você no treino, são guias turísticos. Quer treinar e aproveitar para passar pelos principais pontos de Paris ou Barcelona? Eles levam.

3. Veja e seja visto

O ideal é correr sempre de frente para o tráfego de veículos. Assim, você tem maior controle da movimentação a sua volta. Numa cidade desconhecida, não se arrisque: use as calçadas. Você não sabe o padrão de comportamento dos motoristas locais, nem como isso pode afetar sua segurança. Se for correr a noite, use roupas coloridas ou como detalhes refletivos. Você não sabe que tipo de iluminação encontrará pelo caminho e é fundamental que você seja visto.

4. Evite os fones de ouvido

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland, em Baltimore (EUA), comprovou que os acidentes envolvendo pedestres usando fones de ouvido triplicaram nos últimos seis anos. E o pior: em 70 por cento dos casos, o corredor ou caminhante veio a falecer. Se você está acostumado a correr ouvindo música, evite fazer isso quando está correndo sozinho pelas ruas ou em estradas.

Deixe para correr ouvindo música na esteira ou com seus amigos, quando retornar de viagem.

5. Identificação

Nunca saia para correr, mesmo em sua cidade, sem um documento de identificação. Se você não tem uma daquelas pulseiras ID, faça um cartão pequeno, manualmente mesmo (com nome, contato da sua residência/familiares, local onde está hospedado, etc). Plastifique (para não esfacelar com o suor) e leve sempre consigo: no bolso do short ou bermuda; ou até mesmo dentro do tênis. Além disso, sempre avise alguém que você está saindo para treinar e qual a sua previsão de volta, seja sua companhia de viagem ou a recepcionista do Hotel.